Serenidade

Sensibilidade...

13 março 2006

Criança

A criança ri, brinca, chora, alimenta-se...
Tudo parece bem!
Dia após dia, além de tudo o que se observa nas suas atitudes, a criança também está atenta.
A observação, o acto de observar, está presente em qualquer idade mas, na infância, está mais sublimada.
Ela capta tudo, aleatoriamente, sem regras assimila, mas não interpreta.
A criança, é como um esponja absorve tudo, mas chega a uma altura que começa a querer mais do que assimilar. Começa a interpretar, não só o que observa no momento mas também o que já assimilou e a fazer comparações.
Por vezes esquece, ou quer esquecer, certas vivências, certas observações, que assimilou mas que não interpretou, nem mais tarde quis interpretar.
Só que, a ausência contínua de interpretação, de resolução, desse esquecimento propositado começa a reflectir-se. Os reflexos de "algo", de grande importância, mas "atirado para a cave e fechado a 7 chaves", começam a reflectir-se na vida da criança - agora adolescente ou jovem adulto. Reflecte-se nas suas vivências, nos seus afectos, na expressão destes, na sua saúde...
Não se pode pensar que a criança não assimila, não está atenta a tudo. Mesmo no meio das suas brincadeiras é uma esponja. A única diferença é que a esponja tem um limite de absorção e a criança não, ela absorve tudo, de maneira aleatoria e ilimitada.
Tudo...mesmo o que os adultos consideram que lhes é indiferente!

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