Serenidade

Sensibilidade...

06 dezembro 2011

... a efervescer...

(Foto de Serenidade)





Há uma brisa que toca o meu rosto,
uma leve pena que me acaricia,
sem pena que a saudade a leve,
com a vontade com que sempre o fazia.

Há uma mão que me toca,
como se nunca o tivesse feito,
com a impulsividade do desconhecido,
com desejo e o maior respeito.

Há duas mãos que se entrelaçam,
dez dedos que se fitam e enamoram,
contornos que se ajustam delicadamente,
afectos que se aprimoram.

Há uma lágrima que quer sair,
de um misterioso agridoce sabor,
percorrer os vales sedosos do meu corpo,
misturar-se com o teu tentador calor.

Há uma vontade imensa em mim,
de possuir o que possuo sem o ter,
de inundar o teu corpo com a minha vontade,
de me perder em ti, o desejo de sempre, a efervescer.




"A vitória pode dar-me confiança, mas não pode transformar-se num peso a ser carregado."

in Crónica - Quando nos Educamos para Ganhar

Paulo Coelho





1 Comments:

At 9/12/11 12:39, Blogger Vieira Calado said...

Escrito com muita garra,

com o coração!

Saudações poéticas!

 

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