Serenidade

Sensibilidade...

11 dezembro 2010

Licor de amor

(Foto de Serenidade)


Bebi do mais delicioso licor,
apreciei o seu verdadeiro sabor,
queria perpetuar a experiência,
nunca sentir de si, carência.
Pretendia uma degustação, saborosa, contínua
tal como a água que flui num rio.
Mas nem essa é sempre igual,
há dias de enxurradas
e outros de serenas passadas.
Gostaria de sentir uma ininterrupta prova,
do mais delicioso vinho envelhecido.
Já provei mel e já provei fel
experimentei o devido paladar,
escolho debruçar-me na elaboração de um delicioso licor,
deixar os que causaram amargo sabor.
Escolho cuidar do meu jardim,
para que ele continue num formoso florir.
Escolho continuar a amar,
sem que me tenham de o provar.
As provas da prova do saboroso licor,
são sadias como no salutar amor.




...não quero mais provas, apenas o delicioso sabor do licor aveludado da vida, onde o Amor é rei, a felicidade a rainha e a confiança a princesa...
Carla Azevedo

3 Comments:

At 11/12/10 03:48, Blogger Maria said...

A vida deve ser um delicioso licor que se vai saboreando lenta.mente...

Belo poema!
Beijo.

 
At 18/12/10 12:25, Anonymous Anónimo said...

...saudades...

 
At 25/12/10 09:35, Blogger IsaMar said...

Belo poema, onde descreve as duas faces de tudo na vida. Há sempre um lado bom e outro menos bom.
A vida é um jogo, de imensas provas de fogo, e por vezes de serenidade.
Seria excelente se não houvesse interrupções daqueles momentos deliciosos de licor...
A vida é mesmo assim, onde as contrariedades por vezes mexem deveras connosco e nos ensinam a ter calma, a travar nossas emoções, a treinar para a etapa seguinte.

 

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