Serenidade

Sensibilidade...

11 março 2010

Apenas

fico muda perante a significativa insignificância da existência,
os soluços corroem a alma que se desfaz em mil e um pedaços,
o coração completamente dilacerado nas memórias...

...

continuo surda pela ausência do som,
não da audição,
esta está bem patente,
sua ausência o coração sente...

...

a ausência da atenção
do toque mudo que não se ouve
da voz, que ausente, não se tem de presente

...

sente-se arremessado para os confins do sótão da memória
algures existente
num local longínquo presente

...

estarei lá,
estarei aqui,
estou onde estou
até nos confins

...

não preciso de ser encontrada
apenas amada

...

2 Comments:

At 12/3/10 03:02, Blogger Juℓi Ribeiro said...

E o amor se encontra em cada frase
e sentimento que de maneira especial e bela repassas com teu encanto e magia.

Abraços e saudade.

 
At 13/3/10 07:57, Blogger IsaMar said...

Oi Carla
O amor move montanhas, e dá voz aos restantes sentidos, quando estes estão em silêncio, esmorecidos.
Quando o coração bate, quando é o único a sentir já é muito bom, é sinal da nossa existência. Estejamos aqui, ou lá, ele está sempre connosco, é Fiel...É o único que nos acarinha, nos momentos menos bons, buscando algumas memórias de tempos memóraveis. A memória e o coração quando encontram um equilibrio é sensacional dando-nos uma certa tranquilidade.
Fica bem.
beijinhos da Isabel da Madeira

 

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